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Can your native language help you learn English?

April 11, 2018

You have probably had an English teacher telling you that you shouldn’t think in your native language in the classroom, let alone use it in class. Despite this “prohibition” have you ever stopped using your native language to help you learn English or even communicate in English? How do you feel about that?

 

 

      For many years it was believed that languages were stored in separate compartments in the brain, an idea usually associated with bilingualism. However, a new concept called Translanguaging has gained force in the English teaching field. Translanguaging is a natural phenomenon that occurs with people that speak more than one language. For example, sometimes you are speaking in English and then for some reason you use a word from your native language in the middle of your conversation. Another example would be when you are taking notes in your native language and then you use some English words as well. This phenomenon suggests that speakers of more than one language have all their languages in a unique repertoire and they use their repertoire in the way that they find most effective for the communicative moment they are participating in. Besides, this unique way to communicate also reflects the speaker’s cultural and linguistic identity.

 

“Fernanda, are you saying that I should use my native language in the English classroom?”

 

     The answer is yes and no. Your native language can be used as a tool to speed up your learning process. There are moments in which this tool can be helpful, but not all the time. I learned English with a lot of translation. This made my communication process even more difficult because I got used to translating everything in my mind first before speaking. Therefore, excessive translation delayed my communication in English. It is like taking a medicine. If you take more than you need, you will damage your body. Besides, we should try to maximize English use in the classroom. For this reason, our native language can be used in certain moments that can be negotiated between teachers and students.

 

 

How can I use my native language to improve my English learning process?

 

Understand where your mistakes come from. Have you ever tried to fix something in your house unsuccessfully because you couldn’t figure out where the problem was? Then, you tried different things, but the problem kept coming back, right?

 

“Yes, Fernanda, but what does it have to do with language?”

 

      My answer is EVERYTHING! It’s harder to fix something when you don’t know where the problem is. Comparing our first language to English can give us enough information to understand why we make certain mistakes and how to fix them. Does it mean that you have to compare your native language to English all the time? Absolutely not! As I said before, native language is helpful when used strategically to provoke our brain to think about language in a deeper level, and not to be used excessively and without purpose.

 

 

Skills transfer. Another way in which our first language can help is by facilitating skill transfer from native language to English. Have your ever thought about how weird it is that tasks that are so common in our first language become extremely difficult to perform in English? For example, when you are watching a movie in your first language, you are probably unaware of the cognitive processes that are happening in your mind to understand the information. Just to give a few examples, your brain makes associations, predictions, create hypotheses, wait for more information before reaching a conclusion, etc. You probably never learned all these skills in the traditional way, like in a classroom, so you are not aware that your brain is having to do all this work to understand something.

 

      Wouldn’t it be great if we could transfer all these skills to our communication in English? Well, the good news is that WE CAN! But first, we need to identify the skills we already have. Therefore, our native language can be used in moments in class where you are reflecting and identifying skills that you already have. You might be wondering, “shouldn’t I have this reflection and identification process in English?” If you feel comfortable with that, great! Go ahead and do that in English. However, if you are still in the beginning of your learning journey, you may not be able to do that solely in English. There are many other skills that can be transferred, such as how to identify main ideas in a text, how to take notes efficiently, how to predict information, etc. The skills that you will transfer will depend on the skills that you have already acquired in your native language.

 

      The most important thing about native language inclusion in the classroom is that teachers and students shouldn’t feel guilty or under threat when using it. As neuroscience studies show, our brain cannot find its ideal learning state when it is feeling threatened. Finally, don’t forget to use your native language strategically instead of excessively.

 

See your native language as a friend, not an enemy.

 

Good luck on your learning journey!

 

 

 

Fernanda Carvalho is a Fulbrighter, certified Neurolanguage® Coach with a Master's in TESOL. She believes in a holistic approach to language learning, which involves people's development as a whole and not only language itself. You can find her on facebook @languagenextlevel and on Linkedin https://www.linkedin.com/in/fcarvalhonextlevel . 

 

 

 

 

 

TEXTO EM PORTUGUES

 

O Português pode te ajudar a aprender inglês?

 

Você provavelmente já teve um professor de inglês dizendo que você não deveria pensar em português na sala de aula, muito menos usá-lo em aula. Apesar dessa “proibição”, você em algum momento parou de usar sua língua nativa para ajudá-lo a aprender ou até a se comunicar em inglês? Como você se sente sobre isso?

 

Por muitos anos, acreditava-se que as línguas eram armazenadas em diferentes compartimentos no cérebro, uma idéia geralmente associada ao bilinguismo. No entanto, um novo conceito chamado Translanguaging tem ganhado força na área de ensino de inglês. Translanguaging é um fenômeno natural que ocorre com pessoas que falam mais de um idioma. Por exemplo, às vezes você está falando em inglês e, por algum motivo, usa uma palavra em português no meio da conversa. Outro exemplo seria quando você está fazendo anotacoes em português e de repente começa a usar algumas palavras em inglês também. Esse fenômeno sugere que falantes de mais de uma língua tenham todos os seus idiomas em um único repertório e usem este repertório da maneira que acham mais eficaz para o momento comunicativo em que estão participando. Além disso, esta forma particular de se comunicar também reflete a identidade cultural e linguística do falante.

 

“Fernanda, você está dizendo que eu deveria usar minha língua nativa na aula de inglês?”

 

A resposta é sim e não. Sua língua nativa pode ser usada como uma ferramenta para acelerar o seu processo de aprendizagem. Há momentos em que essa ferramenta pode ser útil, mas não o tempo todo. Eu aprendi inglês com muita tradução. Isso tornou meu processo de comunicação ainda mais difícil porque me acostumei a traduzir tudo na minha cabeça antes de falar. Portanto, a tradução excessiva atrasou minha comunicação em inglês. É como tomar um remédio. Se você tomar mais do que precisa, danificará o seu corpo. Além disso, devemos tentar maximizar o uso de inglês em sala de aula. Sendo assim, nossa língua nativa deve ser usada em momentos específicos que podem ser negociados entre professores e alunos.

 

Como usar minha língua nativa para melhorar meu processo de aprendizado em inglês?

 

Entenda de onde seus erros vêm. Você já tentou consertar algo em sua casa sem sucesso porque não conseguiu descobrir onde estava o problema? Você tentou coisas diferentes, mas o problema continuou voltando, não foi?

 

"Sim, Fernanda, mas o que isso tem a ver com aprender inglês?"

 

Minha resposta é TUDO! Não é mais difícil consertar algo quando você não sabe onde está o problema? Comparar o português com o inglês pode nos fornecer informações suficientes para entender porque cometemos alguns erros e como corrigí-los. Isso significa que você deve comparar seu idioma nativo com o inglês o tempo todo? Claro que não! Como eu disse antes, o português é útil quando usado estrategicamente para motivar nosso cérebro a pensar sobre a língua em um nível mais profundo, e não para ser usado excessivamente e sem propósito.

 

Transferência de habilidades. Outra maneira na qual o português pode ajudar é facilitando a transferência de habilidades do português para o inglês. Não é estranho como tarefas tão comuns em nossa primeira língua se tornem extremamente difíceis em inglês? Por exemplo, quando você está assistindo a um filme em português, provavelmente não se dá conta dos processos cognitivos que acontecem em sua mente para entender as informações. Só para dar alguns exemplos, seu cérebro faz associações, previsões, cria hipóteses, espera por mais informações antes de chegar a uma conclusão, etc. Você provavelmente nunca aprendeu todas essas habilidades da maneira tradicional, como em uma sala de aula, por isso você não percebe todo o trabalho que seu cérebro tem para entender alguma coisa. Não seria ótimo se pudéssemos transferir todas essas habilidades para nossa comunicação em inglês? Bem, a boa notícia é que PODEMOS! Mas primeiro precisamos identificar as habilidades que já temos.

 

Portanto, nossa língua nativa pode ser usada em momentos da aula em que você está refletindo e identificando habilidades que você já possui. Você pode estar se perguntando: "Eu não deveria ter esse processo de reflexão em inglês?" Se você se sentir confortável com isso, ótimo! Vá em frente e faça isso em inglês. No entanto, se você ainda estiver no início de sua jornada de aprendizado, talvez não seja possível fazer isso apenas em inglês. Existem muitas outras habilidades que podem ser transferidas, como identificar as principais idéias em um texto, fazer anotações de maneira eficiente, prever informações, etc. As habilidades que você irá transferir dependerão das habilidades que você já adquiriu em sua língua nativa.

 

A coisa mais importante sobre a inclusão do português na sala de aula é que professores e alunos não devem se sentir culpados ao usá-lo. Como mostram os estudos neurocientíficos, nosso cérebro não consegue encontrar seu estado de aprendizado ideal quando está se sentindo ameaçado. Por fim, não se esqueça de usar o português estrategicamente, em vez de usá-lo excessivamente.

 

Veja o seu idioma como um amigo, não um inimigo.

 

Boa sorte na sua jornada de aprendizado!

 

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